Ligação e Potencialidades das Novas Tecnologias para uma melhor Cidadania
Ligação e Potencialidades das Novas Tecnologias para uma melhor Cidadania
No âmbito da UC Língua
Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, com os docentes Tiago
Falcoeiras foi nos proposto uma reflexão sobre a ligação e as potêncialidades das
TIC para uma melhor cidadania.
As TIC , nos dias de hoje, alteram formas
de armazenamento da informação, isto é, tudo o que acontece diariamente é
guardado em softwares o que torna mais fácil aceder às nossas memórias, através
de fotografias, vídeos, filmes, entre outras. Estas tecnologias permitem aos
alunos uma exploração ativa, onde podem discutir assuntos, pesquisar informação
e até mesmo dar vida a vários projetos e curiosidades. Com esta evolução,
começa a surgir um processo de inclusão digital, isto é, tentar que todos os
alunos, de todas as classes sociais, consigam ter acesso a um computador. A
educação para a cidadania e a cidadania em si, são o foco do contributo para a
formação de indivíduos autónomos, que reconhecem os seus direitos e deveres,
que respeitam o outro e a si próprio e que têm como referência na sua vida os
direitos humanos. A cidadania emerge três componentes, pertencentes a uma
comunidade democrática e política, que saibam os seus direitos e deveres e que
participem em processos políticos, económicos e sociais dessa comunidade.
Atividade sobre como as TIC podem melhorar a Cidadania, segundo o
texto, “3º Congresso Literacia, Média e Cidadania, 2015”, concebeu-se
um projeto sobre hábitos leitores e digitais dos educadores de infância e o
impacto do uso dos computadores pelas crianças do pré-escolar que teve um
grande ênfase na cidadania, na formação das crianças em relação às TIC e
consequentemente ao gosto pela leitura. Este projeto visa a observação do uso
dos computadores pelas crianças e as potencialidades deste em sala de aula.
Realizaram-se também entrevistas a docentes, de modo a compreender os seus
hábitos de leitura. Segundo o autor Don Tapscoot (2009, “A
transação entre o ensino tradicional, que se designou transmissor, para um
ensino moderno, tecnológico e interativo, surge como a utilização e o contacto
diário que cada individuo mantêm com a tecnologia, promovendo mudanças no
contexto escolar, (pág, 505-515), isto é, atualmente muitos
docentes recorrem às TIC para dinamizar aulas, o que é perfeitamente
aceitável e incentivador, no nosso ponto de vista, no entanto no ensino em
Portugal ainda não é possível que isto chegue a toda a gente. Este estudo
integra uma tese de doutoramento em Ciências da Educação, sendo constituído por
25 alunos do ensino pré-escolar, que frequentam um J.I, em Lisboa. Os dados do
estudo/projeto foram retirados por observação direta e entrevistas, que
permitiram compreender a forma como os hábitos leitores dos educadores
influenciam as crianças. O estudo conclui que o educador de infância é o
principal influente no contexto educativo e tem como papel fundamental
incentivar os alunos, com atividades, utilizando recursos tecnológicos. A
exigência da profissão faz com que as educadores adquiram hábitos de leitura e
hábitos digitais, pois a utilização das TIC é diária, considerando assim,
o computador como aperfeiçoador do ensino. As tarefas, jogos educativos e
interativos melhoram as capacidades linguísticas, construção frásica e a
associação da compreensão escrita à compreensão e discurso oral, ( pág.
505-515, hábitos leitores e digitais dos educadores de infância: impacto do uso
dos computadores pelas crianças do pré-escolar, Sónia Pacheco).
As TIC podem melhorar o desempenho do aluno, o uso do computador e de
atividades educativas em sala de aula aumentam a eficiência do pensamento da
criança, preparando-os para uma aprendizagem continua, formando as crianças
para o seu futuro competitivo. Posto isto, o Agrupamento de Escolas Aquilino
Ribeiro, Oeiras (pré-escolar- 12º ano), com a pareceria da UNESCO, em 2009,
implantou um projeto “Terra Colorida”. O projeto foi pensado, pois,
constatou-se que a multiculturadidade era o motivo dos conflitos na
escola. Para a realização do projeto foram desenvolvidas atividades de educação
intercultural, para uma melhor integração dos alunos na escola, 83% dos alunos
eram de nacionalidade Portuguesa e os restantes com ascendência africana. O objetivo
do projeto é “ contribuir para a formação de uma cidadania ativa, dentro de uma
cultura para a paz, para a solidariedade e para o diálogo intercultural”, UNESCO. É
um projeto para toda a comunidade, principalmente para professores que
quisessem trabalhar o tema, utilizando princípios da educação intercultural.
Nos anos letivos 2009/2010 e 2010/2011, realizaram-se atividades em formato
digital, nas quais foram disponibilizadas “malas pedagógicas”, utilizadas pelos
diretores de turma nas aulas de Formação Cívica, como por exemplo, “(...) o mês
dos Direitos Humanos, começando a 16 de Novembro com o dia da Tolerância e
terminando com o dia 10 de Dezembro. Nesta pasta havia documentos oficiais da
ONU, livros digitais e textos informativos para serem explorados pelo professor
e pelos alunos numa aula dedicada ao tema”, UNESCO. Este
projeto foi alargado às aulas de Língua Portuguesa do 2º ciclo e foi uma mais
valia porque os Encarregados de Educação, muitos deles tinham origem africana e
os professores conseguiam lecionar as lendas dos países lusófonos e entrar em
contacto com escolas em Cabo Verde. Constatamos que, a partir de um projeto
como este, é possível que a escola prepare os alunos para uma melhor cidadania
e integração na sociedade,utilizando as TIC (fotografias, atividades lúdicas,
jogos, vídeos, gravar as crianças na realização do projeto para mais tarde
recordarem),como recurso de aprendizagem e relação com o outro. Estas
iniciativas devem ser realizados desde cedo, para que as crianças consigam perceber
a importância de uma cidadania ativa. As atividades realizadas através dos
computadores, nas salas de aula, permitem uma maior ligação entre os alunos de
toda a parte do mundo, sendo também as TIC um incentivo à aprendizagem,
recorrendo a atividades educativas lúdicas. Este projeto ajuda na
educação para a cidadania, pois apela à reflexão das ações sobre os problemas
de cada um e da sociedade que nos rodeia. Contudo, segundo o texto “Literacia,
Media e Cidadania”, Sara Pereira e Margarida Toscano. “As escolas são,
por excelência, os locais de formação e de preparação dos jovens, não só a
nível da transmissão de conhecimentos, mas também de aquisição de competências
úteis para a vida futura em sociedade. O pensamento crítico e o exercício da
cidadania ativa podem ser aplicados eficazmente com base numa formação para a
literacia mediática, (...) que o cidadão consiga selecionar informação de
acordo com os seus interesses, utilizando alguns filtros (...), de toda a
informação que os media propagam”.
É fundamental que a criança tenha, desde
cedo, o contacto com as TIC para que esta possa desenvolver, tanto o seu
pensamento critico como a comunicação.É bastante interessante, que a partir de
um problema ( neste caso a multiculturalidade), seja dado à criança a
possibilidade de participar num projeto no qual promove a integração pessoal e
social de cada criança.
No entanto, as TIC também podem causar problemas,
no que diz respeito às imagens apelativas, segundo o texto: “Significados
Scripto-Visuais nos jornais e implicações didáticas”, (Rui Lopes, Fernando Rodrigues,
Marta Graça, António Marques), mas nem sempre são as mais indicadas
para as crianças.O facto de, nas escolas, terem acesso aos computadores é
bastante positivo no desenvolvimento das crianças, no entanto as classes mais
baixas poderão não ter esses recursos em casa, o que poderá fazer com que haja
uma frustração pela limitação de aprendizagem, no entanto não deixa de ser
produtivo haver esses recursos em todas as escolas.
Bibliografia
(s.d.). Fonte: Lopes, Paula Cristina (2015).
“Literacia Mediática e Cidadania – uma relação garantida?”
(s.d.). Fonte: http://www.dge.mec.pt
PROJETO EDUCATIVO: As TIC na Educação. (s.d.). Fonte: https://www.unescoportugal.mne.pt/pt/temas/construir-sociedades-do-conhecimento/tic-na-educacao
Jonassen, D. (Abril e Junho de 1996). O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO A DISTANCIA E A APRENDIZAGEM CONSTRUTIVISTA. Fonte: http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/2082/2051
Vani Moreira Kenski, F. d. (Maio/Junho/Julho e Agosto de
1998). Novas tecnologias- O redimensionamento do espaço e do tempo e os
impactos no trabalho docento.
Fonte: http://www.conhecer.org.br/download/INFORMATICA%20EDUCATIVA/leitura%20anexa%203.pdf
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