Reflexão sobre o jogo educativo

O jogo educativo escolhido, foi o Jogo da Glória adaptado através do Instituto Camões. Este jogo está divido em três níveis de grau de dificuldade, o que permite à criança escolher o grau que se encontra mais à vontade, podendo tornar-se também desafiante.
Este oferece a opção de jogar individualmente ou até 3 jogadores, sempre que são lançados os dados, é dado um número de casas que o jogador avança ou recua podendo assim acumular ou perder pontos. Quando o jogador lança os dados e avança até à casa que lhe foi dada, é feita uma questão de escolha múltipla, sempre de Língua Portuguesa, mais especificamente de sintaxe, se for dada a resposta errada, aparece sempre a solução correta e uma breve explicação sobre a mesma. Há casas “especiais”, sendo elas: vulcão (recuar até à casa 1), montanha (voltar à mesma casa) e armadilha (recuar 3 casas). O jogo termina quando um jogador ou a equipa alcança a meta.
Segundo o texto “Jogos Como Ferramenta Educativa”, os jogos possuem 5 regras importantes para a sociedade, sendo que articulámos essas mesmas regras com o nosso jogo:
1-     “O jogo é livre, representa uma escolha dos jogadores;”, cabe à criança decidir se joga ou não, no entanto não é a criança que lança os dados e há opções de respostas, sendo que a criança tem de fazer uma escolha conforme o que lhe é dado.
2-     “O jogo não é a vida 'real', embora a prática do jogo possa ser encarada com seriedade;”, a criança encara o jogo com seriedade, pois sabe que o jogo tem uma finalidade, sendo esta chegar à meta.
3-     “Existe uma distinção entre jogo e vida 'comum', ou seja, o jogo possui início e fim;”, o jogo da glória termina apenas quando o jogador chega à ultima casa.
4-     “O jogo possui regras próprias e se configura nelas. O não cumprimento dessas regras “estraga o jogo;”, no caso do jogo da glória o jogador apenas consegue iniciar o jogo se lançar os dados, se responder errado às questões, o jogo não acaba.
5-     “No jogo existe uma imprevisibilidade, uma incerteza, uma certa influência do acaso. Esses factores podem provocar o envolvimento passional uma vez que geram uma certa tensão nos jogadores e, com isso, ajuda a estabelecer regras de limite dentro de uma actividade.”, a criança pode sentir-se insegura e com incertezas à cerca da resposta que tem de dar, sendo que pode gerar alguma instabilidade para a mesma.
Segundo este texto, a criança vai interiorizando as regras e consequentemente o jogo, assim esta percebe que ao respeitar as regras do jogo pode chegar ao objetivo pretendido.
Segundo os autores (Tiago S. L. Gomes1, Ana Amélia Amorim Carvalho), existe um “meio de classificação que leva em consideração a forma como os jogos educam, dividindo-os em apenas três categorias.”, sendo eles jogos de consumo elevado, jogos educativos explícitos e jogos educativos implícitos. Analisando o jogo da glória, este define-se como jogo implícito, pois apesar de não ser criado especificamente para um fim educativo, pode ser utilizado para tal, com o objetivo de ensinar algo.
Durante o texto é referido um estudo “Os Videojogos na Aprendizagem: estudo sobre as preferências dos alunos do 9º Ano e sobre as perspectivas das editoras” PEREIRA, L.M.G., In Instituto de Educação e Psicologia. 2007, Universidade do Minho: Braga.( p. 205), que nos diz que apenas 6,9% dos professores utiliza jogos na sala de aula, sendo que cada vez mais há uma maior oferta de jogos que desenvolvem várias competências dos alunos, o jogo da glória, é um exemplo desses mesmo. Quando o professor decide levar  um jogo para sala de aula, este desempenha um papel muito importante e crucial, pois antes de tomar a decisão da escolha do jogo, terá de ter em consideração vários fatores, como o grupo de crianças que irá trabalhar, as faixas etárias, o desafio que o jogo contém, os conhecimentos que quer transmitir a partir do mesmo. Após esta escolha e reflexão da mesma, o professor, na sala de aula, deverá desempenhar um papel de tutor que irá apoiar os alunos em todas as dúvidas que possam surgir ao longo de todo o jogo. Assim, é bastante importante a tomada de decisão do professor e este deverá ter atenção que o jogo deverá ser sempre desafiante para o aluno, pois se for facilitado demais, a criança não se sentirá motivada a desempenhar essa tarefa.
Segundo os autores (Tiago S. L. Gomes, Ana Amélia Amorim Carvalho), os jogos dividem-se em 3 níveis, quanto à necessidade de troca de informação e formação de grupos de jogadores. O jogo escolhido encontra-se no nível intermédio, que  possibilita a formação de  grupos no jogo para poderem atingir objetivos comuns dentro do próprio jogo, ou ainda jogarem entre si.  O jogo não permite que se criem grupos online, nem que as crianças partilhem experiências com jogadores de outra parte do mundo, apenas que joguem individualmente, ou em grupos mas partilhando o mesmo computador, isso pode não ser tão favorável, pois a criança não tem a oportunidade de explorar esse meio. 
Segundo o texto, “Games e educação- a construção de novos significados”, os jogos para além de terem um caráter de entretenimento, são também objeto de investigação e aprendizagem, tal como o nosso jogo, que é um jogo tradicional, divertido mas com a vertente de aprender, respondendo a perguntas especificamente da Língua Portuguesa, no entanto poderia conter mais conteúdos, apesar de pertencer ao Instituto de Camões, poderia estar adaptado para outras áreas, como História, Geografia e assim a criança tinha a oportunidade de alargar mais os seus conhecimentos.
Cientificamente há 3 formas de aquisição de conhecimentos sobre o jogo:
1.     Pode-se estudar as regras, o porquê de serem aquelas as regras, como se joga, podendo até chegar a quem pensou e realizou o jogo;
2.     Observar os outros a jogar, consegue-se intrepretar e solucionar algumas dúvidas que possamos ter;
3.     Ser o próprio a jogar faz com que consigamos corrigir os nossos erros e esclarecer as nossas próprias dúvidas ao longo do jogo.
Adaptado do texto ,“Games e educação- a construção de novos significados.”
O jogo da glória pode ser considerado como um labirinto em que para chegar ao fim é necessário ultrapassar vários niveis e desafios. Segundo Jhonson(2005), “O autor enfatiza que o importante é o modo como os jogadores estão pensando enquanto jogam e não o que pensam na altura (...)”.
O jogo da glória trabalha bastante a atenção, a estratégia, a competição (quanto mais avançam, mais rápido chegam ao fim, tendo em atenção a resposta correta às perguntas). Este tipo de jogos educativos online promove uma aprendizagem dinâmica e desafiante, conseguindo abordar vários temas não só em contexto de sala de aula, mas até mesmo em casa com os pais ou familiares.

Referências

Camões, C. V. (2017). Instituto da cooperação e da língua . Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-brincar/jogo-da-gloria.html
Pedagogia, L. R.-R. (2008). Games e educação- a construção de novos significados . Fonte: http://moodle.ips.pt/1718/pluginfile.php/59864/mod_resource/content/1/Games_e_educacao_-_a_construcao_de_novos_significados.pdf
Tiago S.L. Gomes, A. A. (2008). Jogos como ferramenta educativa: de que forma os jogos online podem trazer importantes contribuições para a aprendizagem. Fonte: http://moodle.ips.pt/1718/pluginfile.php/59656/mod_resource/content/1/351-1299-1-PB.pdf



Reflexão publicada no site ISSU, carregar no link e fazer zoom para conseguirem ler:
https://issuu.com/patriciametelo/docs/reflex__o_sobre_o_jogo-_lptic.docx

Comentários

  1. Bom dia,
    De um modo geral, conseguiram relacionar as afirmações dos autores com as características do vosso jogo, no entanto encontrei várias incorreções. Afirmam no vosso texto "sempre que são lançados os dados, é dado um número de casas que o jogador avança ou recua", o que não é verdade. Parece haver uma exploração deficiente do jogo em estudo. Afirmam também "a criança encara o jogo com seriedade, pois sabe que o jogo tem uma finalidade, sendo esta chegar à meta.", como sabem?
    Quanto às referências bibliográficas, noto que as intertextuais devem ser feitas na forma autor e data, sem referência a nomes de textos ou locais de publicação. As referências que incluiram no final do texto estão incorreta e indicam que os textos se encontram no Moodle, o que não faz sentido, pois quem ler o blogue não lhes consegue aceder.
    Cumprimentos
    MRR

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Reflexão Individual sobre a Unidade Curricular

Reflexão final da Unidade Curricular

Reflexão Segurança na Internet